Polícia cria força-tarefa para investigar morte de jovem estuprada em UTI e ouve os pais dela
11/06/2019 23:17 em NOTÍCIAS

Polícia cria força-tarefa para investigar morte de jovem estuprada em UTI e ouve os pais dela

 

A Polícia Civil criou uma força-tarefa para investigar a causa da morte da jovem estuprada na UTI de um hospital de Goiânia. Os pais da vítima, Susy Nogueira, foram ouvidos na tarde desta terça-feira (11). Três delegados vão participar das colheitas dos depoimentos, e a expectativa é de que ao menos 20 profissionais que atuam no hospital prestem informações à corporação.

A empresa terceirizada da UTI, a OGTI, que atua no hospital Goiânia Leste, informou que "prestará todos os esclarecimentos à Polícia Civil quando for solicitado".

Segundo o advogado da família, Darlan Alves Ferreira, o pai da Susy, esteve na semana passada, juntamente com duas deputadas estaduais se reuniram com o Secretário de Segurança Pública e o Diretor da Polícia Civil, para pedirem agilidade nas investigações sobre a causa morte da Susy.

Após a reunião, ficou definido que mais dois delegados vão trabalhar em conjunto com o delegado do 9º DP, Washington da Conceição. A informação foi confirmada pelo delegado regional de Goiânia, Josuemar Vaz de Oliveira, que informou o reforço dos delegados André Botesini e Emilia Podestá.

Os pais da Susy estiveram na manhã desta terça na delegacia regional e prestaram depoimentos entre 8h30 e 12h. Eles foram ouvidos pelo delegado Washington da Conceição.

“Eles estão muito abalados ainda. A mãe dela chorou muito no depoimento. Contaram que durante as visitas, percebiam que ela queria falar alguma coisa, mas que não conseguia e as lágrimas escorriam no rosto dela”, informou.

Ainda segundo o delegado, o casal reafirmou a versão de ter tomado ciência dos abusos durante o velório da vítima. Os pais afirmaram também que essa tinha sido a primeira vez da jovem havia sido internada no Hospital Goiânia Leste e que a levaram ao local por ser a unidade de saúde mais próxima.

O delegado contou também aguarda uma relação com o nome dos funcionários que estavam em serviço no dia em que a vítima foi estuprada para convocar todos eles a depor. O técnico em enfermagem suspeito do crime permanece preso e será o último a ser ouvido, segundo explicou Washington da Conceição.

“Já ouvimos dois médicos e quatro funcionários da portaria, mas vamos ouvir ainda outras 20 pessoas que passaram pelos plantões nos dez dias que ela ficou na UTI”, completou.Fonte G1

 

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